15 de ago de 2010

VÍDEOS COMPROVAM ATUAÇÃO DE PMS EM GRUPO DE EXTERMÍNIO


O avanço das investigações de um dos principais grupos de extermínio do Rio Grande do Norte levou a polícia a divulgar a facilidade com que os integrantes do bando circulavam entre os policiais militares, que também são acusados de execuções e tráfico de armas. Os criminosos foram monitorados vários meses pela Polícia Civil, que pôde disponibilizar as imagens a partir da prisão do comerciante Eronildes Cândido de Oliveira.


Ele é apontado como o mandante de pelo menos três execuções e de ter contratado os serviços do grupo de extermínio. De acordo com as investigações, a quadrilha é composta pelos policiais militares S. R. A. e M. V. M. D., além de W. B. A., M. V. (irmão do PM M.) e E. M..


Nas imagens gravadas durante as investigações, W. e principalmente M. V. são vistos andando em viaturas da Polícia Militar e até mesmo recebendo armas dentro do pelotão da PM em São Paulo do Potengi, onde o grupo de extermínio se articulava.


Em um dos vídeos, os policiais chegam a ir até a casa de M. V., na Zona Norte de Natal, pegá-lo na viatura de NNR-1786, do 4º CIPM, de São Paulo do Potengi. Os criminosos são acusados de trabalhar com crimes de pistolagem.


As investigações da Polícia Civil indicam que o grupo de extermínio recebeu dinheiro do comerciante Eronildes Cândido para matar assaltantes. No vídeo gravado no dia 20 de abril, por volta das 11h30, M. V. M. D. e W. B. A. estão nas dependências da sede do Pelotão da PM de São Paulo do Potengi conversando com policiais militares.


Ao analisar essas imagens com outras informações do inquérito, a polícia confirmou que tal encontro serviu para planejar a tentativa de homicídio de Valdenício Cabral Cardoso, o “Nilsinho”, que escapou do atentado ocorrido às 5h30 do dia 13 de maio, em São Paulo do Potengi.


Outro vídeo que demonstra a ligação de policiais com criminosos flagrou o PM M. G. O., preso na ação contra o tráfico de arma, entregando uma espingarda calibre 12 a M. V.. O tráfico de armas, inclusive, era uma das ações que também sustentava o grupo de extermínio.


Segundo apurou a reportagem do portal Nominuto.com, eles usavam armas de vários calibres para cometer as execuções e depois vendiam as armas. Essa prática dificultava o trabalho da polícia, que sem armas não tinha condições de realizar exames de comparação balística nos homicídios.


De posse dos vídeos e dos depoimentos colhidos ao longo das investigações, a Polícia Civil conseguiu que a justiça decretasse a prisão preventiva de todos os envolvidos no grupo de extermínio e até mesmo do comerciante Eronildes, que teria encomendado mortes.

Fonte: http://caboheronides.blogspot.com

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