26 de out de 2010

Em 10 anos, homicídios por arma de fogo aumentaram 265% em Natal

A quantidade de homicídios por arma fogo em Natal e no Rio Grande do Norte aumentou vertiginosamente ao longo dos últimos dez anos. De acordo com estudos técnicos da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), somente na capital do Estado a quantidade de mortes com algum tipo de arma de fogo subiu 265% de 1999 a 2008.

O estudo da CNM é baseado no sistema de informação sobre mortalidade do Ministério da Saúde, único a informar mortes em decorrência de homicídio anualmente por município, e também aponta crescimento da taxa de homicídios por arma de fogo no Rio Grande do Norte.

O Estado teve um crescimento de 200% nesse tipo de assassinato, também de 1999 a 2008. De acordo a análise, a evolução das taxas de homicídios por armas de fogo por estado mostra que existe um grupo de 13 estados em que há um crescimento constante na prática de crimes com armas: Alagoas, Paraná, Pará, Bahia, Paraíba, Goiás, Rio Grande do Sul, Ceará, Rio Grande do Norte, Amazonas, Maranhão, Santa Catarina e Piauí.

Apenas os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Roraima apresentam quedas significativas ao longo do período, possivelmente impulsionadas pelas políticas de segurança aplicadas nas capitais.

No ano de 1999, por exemplo, o Rio Grande do Norte apresentava uma taxa média 5,3 homicídios com arma de fogo para cada grupo de 100 mil habitantes. Esse número foi subindo e, em 2008, atingiu a média de 15,9 homicídios para cada 100 mil habitantes, o que representa 200% de crescimento.

Já em Natal, no ano de 1999 a taxa de homicídios por arma de fogo, era de 6,1 para 100 mil habitantes. Em 2008, o número atingiu 22,3 pela mesma quantidade de pessoas. O estudo indica ainda que a capital com o aumento de criminalidade mais alarmante no Brasil é Maceió, que passou de 25,9 homicídios a cada 100 mil habitantes em 1999 para 100,2 em 2008, coeficiente apresentado por regiões em guerra.

Natal entra no hall das capitais com aumento expressivo, que inclui ainda Salvador (BA), Belém (PA), São Luís (MA), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Goiânia (GO).

O estudo da Confederação Nacional dos Municípios mostra que a proporção no uso de armas na prática de crimes aumenta a cada ano aponta a facilidade de acesso a armas ilegais por parte da população civil. Os principais usuários das armas ilegalmente comercializadas são as pessoas do crime organizado, delinqüentes comuns, garimpeiros e madeireiros ilegais, grupos armados ilegais (milícias), empresas de segurança privada irregulares e proprietários individuais informais.
Fonte: nominuto.com

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