11 de jul de 2011

BATALHÃO MALL: PROMOTOR CONTESTA DEFESA, MAS ANALISARÁ DOCUMENTOS

Promotor Wendell Bethoven.
O promotor de Justiça de Investigação Criminal, Wendell Bethoven Ribeiro Agra, contestou, de forma preliminar, as versões de defesa dos doze policiais militares presos sob suspeita de corrupção. À reportagem, Bethoven disse não ter sido informado formalmente sobre a entrega dos documentos, mas que tudo será analisado. Nesta segunda-feira, 11, a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar (ACS/PM) mostrou através de nota informações que contradiziam as investigações do Ministério Público.

"Iremos avaliar os documentos que vamos receber. Pelas informações que estão sendo me passadas agora, muitas informações não parecem ser verdadeiras", declarou o promotor de Justiça. Ele contestou cada ponto exposto pela ACS.

Para ele, é estranho um carro oficial, mesmo que descaracterizado, seja abastecido daquela forma. "Os carros oficiais, mesmo se forem descaracterizados, pertencem ao mesmo sistema de abastecimento. Não tem que ficar transportando o combustível da forma que foi feito", disse.

Ele continua: "Além disso, o comandante-geral saberia se aquele carro pertence ao serviço de inteligência. Ele esteve conosco e nada falou".

Bethoven também demonstrou posicionamento contrário à informação exposta pela ACS de que "o Estado autoriza a Polícia Militar a realizar escolta de transporte de valores em locais onde não haja serviço de uma empresa particular". "Não existe essa autorização por parte do Estado", afirmou.

De acordo com o promotor, a questão foi alvo de investigação do Ministério Público no ano de 2007. "Tivemos problemas com escolta nos serviços dos Correios e do Banco do Brasil, órgãos estatais. Hoje, eles contratam empresas privadas para realizar esses serviços de segurança, inclusive no interior do estado", esclareceu.

Habeas Corpus

O promotor de Justiça confirmou a informação da libertação de oito dos doze policiais militares presos no início da semana passada. Segundo ele, a investigação fica prejudicada. "Fica mais difícil para nós trabalharmos. Os policiais voltarão ao quartel e farão qualquer tipo de contato que quiserem", disse.

Apesar da soltura de parte dos envolvidos, o prazo de 20 dias para encerrar o inquérito permanece válido. "Se todos fossem soltos, o prazo aumentaria para quarenta. Mas os oficiais permanecem detidos, então o prazo é o mesmo", concluiu.

Fonte: Tribuna do Norte

Um comentário:

  1. Será que essa operação do Ministério Público e Polícia Militar não vem a Alexandria tambem? Sob o comando do então Major Humberto Pimenta a PM de Alexandria Presta segurança, com pagamento em dinheiro, ao Banco do Brasil de Alexandria e ao supermercado do empresário Manoel Emídio de Sousa. Srs, (gerente BB de Alexandria, Manuel Emídio e major Humberto Pimenta) se liguem na parada, a lei tambem tem o poder de alcançar vocês, e a população tem conhecimento sobre tal crime cometido por vocês.

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