16 de jul de 2011

GUARDA PATRIMONIAL VIGIARÁ DELEGACIAS FECHADAS

Durante a reunião entre o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) e representantes do Governo para negociar as pautas de reivindicação da categoria, na última quarta-feira (13), na sede do Tribunal de Justiça, o sindicato ressaltou a necessidade da manutenção dos plantões noturnos nas delegacias Distritais e Especializadas, da capital e do interior.

E de pronto recebeu a negativa do Procurador Geral do Estado, Miguel Josino. Antes, o procurador ratificou a informação com o Delegado Geral da Polícia Civil, Fábio Rogério, que confirmou a ausência de plantões nas delegacias e se mostrou contrário ao retorno deles.

Segundo Fábio Rogério “não há pessoal suficiente para cumprir a escala, nem a procura de pessoas nessas delegacias para o registro de boletins de ocorrência, que justifique o plantão”.

O delegado falou ainda que, atualmente permanecia um policial em cada uma dessas delegacias, com as portas fechadas, após às 18:00hs e isso sub-empregava o policial, que se afastava de suas funções de investigador, para ser o vigia do prédio.

Ainda na mesma reunião, foi acordado entre as partes o afastamento de todos os policiais militares e pessoas estranhas aos quadros da Polícia Civil, das delegacias de Mossoró e do interior do Estado, que de acordo com o Secretário de Estadual de Segurança Pública e Defesa Social, Aldair da Rocha, deverão ser ocupadas por estes policiais civis que desempenhavam a função de vigia nas delegacias e que serão remanejados. Ainda segundo o secretário, no total foram identificados 131 agentes de polícia nesta situação, apenas na capital.

Aldair da Rocha ratificou a informação através de portaria, publicada no Diário Oficial do Estado, nessa quinta-feira (14), e resolveu Implantar, após o horário do expediente, nos Órgãos e Unidades da Polícia Civil da Região Metropolitana, onde não tenham presos custodiados, o serviço de segurança patrimonial a cargo da “Guarda Patrimonial”. Para o secretário, isso evitará o desvio de função dos policiais e aumentará a capacidade investigativa da Polícia Civil, que contará com o retorno de 131 agentes a sua atividade principal.

Djair Oliveira, vice-presidente do Sinpol, diz que o sindicato é contrário a determinação, que isso forçará o fechamento das delegacias e que o maior prejudicado é a população que se limita a duas delegacias de plantão para registrar as ocorrências de toda a cidade “se hoje permanece apenas um policial na delegacia é porque o Estado não tem pessoal suficiente, nem nomeia outros, para desempenhar a função. Porém ainda assim, este único policial era obrigado a abrir as portas da delegacia e registrar a ocorrência de qualquer cidadão que a procurasse, agora, a delegacia vai fechar as portas e as vítimas terão que esperar o próximo expediente para fazer o registro” desabafou.

Ainda segundo Djair o sindicato realizará ações junto aos conselhos comunitários esclarecendo-os da necessidade das delegacias de plantão e pedindo o apoio da comunidade, para que juntos possam exigir o retorno dos plantões ao Governo do Estado.

Fonte: Nominuto.com

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